Coisas da infância, amigos da escola, vizinhos, programas de TV, filmes, músicas... Enfim, coisas que vivemos, vimos, ou que já se passaram, mas que ainda nos fazem pensar: “como pude fazer isso?” ou “como foi bom!”. E há pessoas que gostam de resgatar esse passado, já no “fundo” do córtex cerebral, são os chamados nostálgicos, que sempre se sentem bem relembrando das coisas idas da vida.
Essa lembrança pertinente pode estar relacionada a pessoas de idade avançada, e em tempos passados foi realmente coisa de gente “velha”, porque já haviam passado por experiências suficientes para desfrutar deste sentimento. Mas acredito que, atualmente, a facilidade com que temos acesso a fotos antigas, vídeos etc. conseguimos comparar nossa época com épocas já passadas, nos imaginar lá, e sentir essa tal nostalgia daquilo que nem sequer vivemos.
Sim, nostalgia do que não se viu ou viveu é um sentimento comum hoje em dia, de muitas pessoas que se sentem inconformadas com os valores da sua era, e desejam experimentar o que não viveram, para se localizar melhor em meio à sociedade, que “em tal época” se comportava relativamente “melhor” do que se comporta nos dias de hoje.
Algumas pessoas podem questionar se isso não pode fazer mal ao jovem, fazendo com que ele se torne doentio, piegas em demasia ou alienado. Eu responderia que não, porque o mundo moderno é muito versátil, e há meios de se incorporar, perfeitamente, valores de décadas passadas à nossa, com o intuito de trazer melhorias ao nosso contemporâneo “lifestyle”.
E quanto às coisas da infância, amigos da escola, vizinhos, programas de TV, filmes e músicas?
- Bem, aí nos resta o reencontro, a recordação, a doce e saudável nostalgia.
Por Mariane Fernandes (agora @f_Mariane)
Com colaboração de Fran A.
Por Mariane Fernandes (agora @f_Mariane)
Com colaboração de Fran A.
