sábado, 23 de abril de 2011

Nostalgia




Coisas da infância, amigos da escola, vizinhos, programas de TV, filmes, músicas... Enfim, coisas que vivemos, vimos, ou que já se passaram, mas que ainda nos fazem pensar: “como pude fazer isso?” ou “como foi bom!”. E há pessoas que gostam de resgatar esse passado, já no “fundo” do córtex cerebral, são os chamados nostálgicos, que sempre se sentem bem relembrando das coisas idas da vida.
Essa lembrança pertinente pode estar relacionada a pessoas de idade avançada, e em tempos passados foi realmente coisa de gente “velha”, porque já haviam passado por experiências suficientes para desfrutar deste sentimento. Mas acredito que, atualmente, a facilidade com que temos acesso a fotos antigas, vídeos etc. conseguimos comparar nossa época com épocas já passadas, nos imaginar lá, e sentir essa tal nostalgia daquilo que nem sequer vivemos.
Sim, nostalgia do que não se viu ou viveu é um sentimento comum hoje em dia, de muitas pessoas que se sentem inconformadas com os valores da sua era, e desejam experimentar o que não viveram, para se localizar melhor em meio à sociedade, que “em tal época” se comportava relativamente “melhor” do que se comporta nos dias de hoje.
Algumas pessoas podem questionar se isso não pode fazer mal ao jovem, fazendo com que ele se torne doentio, piegas em demasia ou alienado. Eu responderia que não, porque o mundo moderno é muito versátil, e há meios de se incorporar, perfeitamente, valores de décadas passadas à nossa, com o intuito de trazer melhorias ao nosso contemporâneo “lifestyle”.
E quanto às coisas da infância, amigos da escola, vizinhos, programas de TV, filmes e músicas?
- Bem, aí nos resta o reencontro, a recordação, a doce e saudável nostalgia.

Por Mariane Fernandes (agora @f_Mariane)
Com colaboração de Fran A.     

sábado, 16 de abril de 2011

Minerês

Minerês


Se você é mineiro e tem amigos de outros estados, certamente eles já se divertiram à custa de seu modo de falar, normal e até aí tudo bem, já que nós também ‘implicamos’ com o diferente, fazemos chacota, piadinhas e trocadilhos... Natural isso, nada mais que o repúdio ao novo, que, nestes vieses, chega a ser tão engraçado, quanto involuntário. Mas uma coisa é certa: nós, mineiros, temos muito orgulho do nosso jeito de falar (ao menos eu tenho, não é?!). É tão bonito, charmoso, e ao mesmo tempo engraçado, e a verdade é que nós mesmos nos divertimos com nosso riquíssimo dialeto.
            Vejamos algumas particularidades do “minerês”:

  1. Só sabe falar “minerês” quem é mineiro!
Não importa o quanto você estude, pratique e queira. Mineiros sempre sabem quem é mineiro, e quem quis aprender. Mas não se importe com isso, nós sabemos o quão envolvente é nosso dialeto.

  1. Falantes da Língua Portuguesa reconhecem imediatamente o “minerês”, embora, muitas vezes, não o compreendam.
A comum prática de cortar as palavras acaba por confundir quem não é nativo. É como todos já sabem: mineiro é um povo econômico.

3.   Quase todo “E” pode ser trocado por “I” .

       “Podi i isqueceno dessistória di “menino” aqui o cê é “minino”. Entendeu como funciona?

  1. Gerúndio e diminutivo têm formas particulares.
Não existe –inho nem –ando. Ou é –in ou é –no. Ex.: “Minino, pára de ficar bateNO no seu irmãozIN!”

Poderia listar mais particularidades, ou até mesmo compilar algumas expressões em um dicionário de “minerês”, mas acredito que não tenho a instrução necessária para tanto, já que os dialetos são coisas sérias, ajudam a construir a rica cultura miscigenada deste Brasil varonil e a nossa língua portuguesa.
           Mais cês pótêcertez q’eu inda vô voltá a falá disso!
           Té mais procêis, meu povo!

Por Mariane Fernandes (@Mari_HPfan)
      com a colaboração de @almeidafp

domingo, 10 de abril de 2011

Indefinível

É impossível, impossível.
É imprevisível, imprevisível.
É frágil, frágil.
É sagaz, sagaz.
É audaz, audaz.
É cuidadoso, cuidadoso.
É poderoso, poderoso.
É forte, forte.
É feliz, feliz.
É amigável, amigável.
É envolvente, envolvente.
É triste, triste.
É carente, carente.
É, sobretudo, confuso e confuso e muito mais confuso ainda.
É isso tudo.

Mas o que seria tão conturbado?
Tão perdido?
Tão atodoado?

                                        É, simplesmente, um coração enamorado.